6 de fevereiro de 2011
2 de fevereiro de 2011
Rainha do Mar

A paixão de Caymmi pelo mar é evidente. Muitas de suas canções são dedicadas a ele. E como não podia deixar de ser, nosso cancionista fez algumas músicas à Iemanjá. E para abençoar o dia, aí vai nossa (minha e de Caymmi, hehe) homenagem a nossa Rainha do Mar.
Ps. O vídeo não tem nada demais, o que vale mesmo é ouvir Dorival...
"Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou"
1 de fevereiro de 2011
O Samba
Olha a academia subindo o morro aí gente! Ou será o morro chegando à academia???
Sei não, mas achei esse trabalho, bem legal, com algumas informações sobre Samba e Capoeira. Vou dividir aqui.
"Como sabemos, as tradições herdadas do continente africano influenciam boa parte de
nossas manifestações populares. Esse é o caso do samba, cujo paralelo com a capoeira revela serem ambas, duas das mais significativas manifestações das formas populares de
aprendizagem da cultura.
O samba é uma manifestação afro-brasileira das mais importantes, considerado inclusive por muitos, como símbolo maior de nossa cultura, e que, ao lado da capoeira, dizem de um campo de tradição e de saber.
Gênero de música urbana, o samba surge e fixa-se, segundo José Ramos Tinhorão (1997), num espaço de 60 anos que vai de 1870 (quando a decadência do café no Vale do Paraíba começa a liberar mão de obra escrava destinada a engrossar as camadas populares do Rio de Janeiro) até 1930 (quando uma classe média urbana gerada pelo processo de industrialização anuncia a sua presença com o Estado Novo). O que havia até então, era a música operística da elite, que eventualmente cultivava a valsa e a modinha, além dos “...gêneros estrangeiros das polcas, shotishes e quadrilhas, importados para o uso das camadas médias e ‘populares’, e, finalmente, o batuque, de sabor africano, exclusivo de negros que formavam o grosso da camada mais baixa, mas aos quais não se podia chamar de povo”(p.17).
O samba nasce, segundo Tinhorão, como necessidade dos ranchos, blocos e cordões, grupamentos que começavam a aparecer quando o carnaval ganhou um sentido de diversão coletiva em razão do processo de urbanização crescente da cidade do Rio de Janeiro. Fazia-se necessário um ritmo próprio, mais adequado ao “...passo lento e cadenciado das procissões desvairadas desses grupamentos”(p.18).
Muitos desses grupos foram fundados, segundo o autor, por negros baianos de Salvador
e do Recôncavo, que migravam para o sudeste em busca de trabalho, e traziam consigo, na bagagem, toda a cultura rítmica e melódica que se fazia presente naquelas regiões, influência das diversas manifestações afro-brasileiras que se amalgamavam no grande caldeirão cultural representado pela Bahia durante esse período, como também em períodos anteriores e posteriores."
Fonte: Pedro Rodolfo Jungers Abib.
29 de janeiro de 2011
O Professor e o choro
Paulinho da Viola tinha um pai violonista, porém mandou seu filho ir estudar com um amigo quase vizinho Jacob do Bandolim. Esse foi seu grande mestre na arte dos dedos e cordas, Paulo César se apaixonou pelo choro e as composições, e Jacob admirou a seriedade com que o menino se dedicava ao instrumento.Jacob, fazia parte do conjunto Época de Ouro assim como o pai de Paulinho, fazia saraus em sua casa nos anos 50 e pessoas da política, artes e jornalistas iam ouvir, como Dorival Caymmi, Elizeth Cardoso, Serguei Dorenski, Ataulfo Alves, Paulinho da Viola, Hermínio...
CURIOSIDADE
Uma vez Jacob foi receber um prêmio, quando chegou ao local viu que a plateia era de jovens cabeludos, ele quis desistir da apresentação, seus amigos o convenceram a subir e tocar. E lá foi ele, tocou o choro com que ganhara a medalha e foi aplaudido de pé por aquelas pessoas que ele jamais imaginaria que entendessem e respeitassem sua obra.
DOLENTE
Aqui um vídeo de um programa Ensaio da TV Cultura como apresentador o nosso ilustre Paulinho da Viola, entrevistando Canhoto da Paraíba que toca uma composição de Jacob do Bandolim.O Choro nasceu em meados de 1870 no Rio, falavam que era um jeito brasileiro de tocar as músicas dos europeus xote, valsa e principalmente polca além dos africanos como o lundu.
Fui buscar alguma coisa de Polca pra gente comparar com o choro e descobri que era além de um estilo musical também uma dança, fui ver também sobre o lundu e também é um tipo de dança e essa bem sensual.
Realmente nosso choro veio de uma raiz bem dançante e alegre
POLCA
LUNDU
28 de janeiro de 2011
Deixa o dia raiar!!!
E mais um Carnaval tá chegando...
Dias de encontros, encantos, desencontros até. E também dias tão cantados pela nossa música!
Inspirada pela marchinha do "Agora Vai", revelada na terça, decidi postar esse samba aqui, que além de mostrar seu encanto, é um encontro entre Chico e Nara.
Letra deliciosa!
E já já: é Carnaval...
Composição: Chico Buarque
Dias de encontros, encantos, desencontros até. E também dias tão cantados pela nossa música!
Inspirada pela marchinha do "Agora Vai", revelada na terça, decidi postar esse samba aqui, que além de mostrar seu encanto, é um encontro entre Chico e Nara.
Letra deliciosa!
E já já: é Carnaval...
Noite dos Mascarados
- Quem é você?
- Adivinha se gosta de mim!
Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- Que eu quero saber o seu jogo...
- Que eu quero morrer no seu bloco...
- Que eu quero me arder no seu fogo.
- Eu sou seresteiro, poeta e cantor.
- O meu tempo inteiro, só zombo do amor.
- Eu tenho um pandeiro.
- Só quero um violão!
- Eu nado em dinheiro.
- Não tenho um tostão... Fui porta-estandarte, não sei mais dançar...
- Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar.
- Eu sou tão menina...
- Meu tempo passou...
- Eu sou Colombina!
- Eu sou Pierrô!
Mas é Carnaval! Não me diga mais quem é você!
Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr,
Deixa o dia raiar que hoje eu sou
Da maneira que você me quer.
O que você pedir eu lhe dou,
Seja você quem for, seja o que Deus quiser!
Seja você quem for, seja o que Deus quiser!
- Adivinha se gosta de mim!
Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- Que eu quero saber o seu jogo...
- Que eu quero morrer no seu bloco...
- Que eu quero me arder no seu fogo.
- Eu sou seresteiro, poeta e cantor.
- O meu tempo inteiro, só zombo do amor.
- Eu tenho um pandeiro.
- Só quero um violão!
- Eu nado em dinheiro.
- Não tenho um tostão... Fui porta-estandarte, não sei mais dançar...
- Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar.
- Eu sou tão menina...
- Meu tempo passou...
- Eu sou Colombina!
- Eu sou Pierrô!
Mas é Carnaval! Não me diga mais quem é você!
Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr,
Deixa o dia raiar que hoje eu sou
Da maneira que você me quer.
O que você pedir eu lhe dou,
Seja você quem for, seja o que Deus quiser!
Seja você quem for, seja o que Deus quiser!
Nelson cavaquinho era da policia montada carioca, conseguiu esse emprego por intermédio de seu sogro.
O problema é que ele patrulhava o morro da mangueira com seu cavalo, certa vez ele ficou de conversa com Cartola e largou o cavalo de lado, ele demorou tanto para voltar que seu cavalo (como era normal) voltou sozinho para o batalhão. Ele ficava dias sem ir ao batalhão e quando voltava sempre ficava preso, ele até que estava se acostumando com a vida no xadrex, ele gostava, ficava compondo, a música ¨Entre a cruz e a espada¨ foi uma das que ele compôs no tempo de xadrex no batalhão da polícia montada carioca. No ano de 38, antes de ser expulso da polícia conseguiu dar baixa, nessa época já estava separado da mulher e afastado dos filhos, então entrou de vez na bohemia e resolveu a dedicar-se somente à música, acabou indo morar no morro da mangueira em 52.
O problema é que ele patrulhava o morro da mangueira com seu cavalo, certa vez ele ficou de conversa com Cartola e largou o cavalo de lado, ele demorou tanto para voltar que seu cavalo (como era normal) voltou sozinho para o batalhão. Ele ficava dias sem ir ao batalhão e quando voltava sempre ficava preso, ele até que estava se acostumando com a vida no xadrex, ele gostava, ficava compondo, a música ¨Entre a cruz e a espada¨ foi uma das que ele compôs no tempo de xadrex no batalhão da polícia montada carioca. No ano de 38, antes de ser expulso da polícia conseguiu dar baixa, nessa época já estava separado da mulher e afastado dos filhos, então entrou de vez na bohemia e resolveu a dedicar-se somente à música, acabou indo morar no morro da mangueira em 52.
27 de janeiro de 2011
Nelson Antonio da Silva (Nelson Cavaquinho)Nasceu em 29 de outubro de 1911 no Rio de Janeiro e faleceu em 17 de fevereiro de 1986 na mesma cidade.
Do violonista Juquinha, receberia importantes noções de como tocar cavaquinho. Nesta época, Nelson Cavaquinho cunhou a sua marca e também a maneira peculiar de tocar o instrumento apenas com dois dedos, ganhando, a partir daí, o apelido de Nelson do Cavaquinho. Aos 16 anos, sem dinheiro para comprar o instrumento e pagar um professor, treinava em cavaquinho emprestado. Por essa época, trabalhava, também, como pedreiro e compôs a sua primeira música, o choro "Queda".
25 de janeiro de 2011
A Ginga do Mestre
Desafinas, achei um curta metragem sobre o Pixinguinha e sem dúvida temos que ter em arquivo. O curta é histórico e o tiozinho que gravou é super simpático. Ele é um dos herdeiros da Fototica e conseguiu imagens da banda toda do Pixinguinha no Ibirapuera há mais de 50 anos atrás.
Reparem no jeito de dançar desse pessoal, a roda que formam, os passos e a ginga tem muito de capoeira ali.
Espero que gostem!
Gingando:
Pixinguinha, Donga, Almirante, João da Baiana, Lentini, Alfredinho, Bidê, Benedito Lacerda e Mirim
Dá pra ver o curta em melhor definição no Porta Curtas
Reparem no jeito de dançar desse pessoal, a roda que formam, os passos e a ginga tem muito de capoeira ali.
Espero que gostem!
Gingando:
Pixinguinha, Donga, Almirante, João da Baiana, Lentini, Alfredinho, Bidê, Benedito Lacerda e Mirim
Dá pra ver o curta em melhor definição no Porta Curtas
Coração Vulgar
Acredito que todo mundo se identifica um pouco com essa letra, ela fala de um coração que não sossega e que vive em constante busca da paixão "coração vulgar". O compositor consegue ser racional sobre um amor fracassado, um drama, ele diz na maior sinceridade "o amor que morre é uma ilusão", como quem diz: não se preocupe querida, não era amor de verdade.
Paulinho tem a lucidez de dizer que poucas pessoas sabem o que é amor, enaltecendo o sentimento, julga a pessoa com ânsia de afeto merecedoras de seu sofrimento. E por fim dá seu conselho maior PAZ interior.
Olha que interessante a poesia, ele rima tudo menos o refrão:
Morre mais um amor num coração vulgar
Deixa desilusão pra quem não sabe amar.
E quem não sabe amar tem que sofrer
Porque não poderá compreender
Que o amor que morre é uma ilusão,
E uma ilusão deve morrer
"Que o amor que morre é uma ilusão,
E uma ilusão deve morrer"
Coração Vulgar
Morre mais um amor num coração vulgar
Deixa desilusão pra quem não sabe amar.
E quem não sabe amar tem que sofrer
Porque não poderá compreender
Que o amor que morre é uma ilusão,
E uma ilusão deve morrer
Um verdadeiro amor nunca fenece
E pouca gente ainda o conhece
Meu bem, se o teu amor morreu,
É porque ninguém o entendeu
Deixa o teu coração viver em paz
O teu pecado foi querer amar demais.
CURIOSIDADE
A mãe de Paulinho da Viola se chamava Paula e trabalhava como enfermeira em hospícios, uma de suas colegas era uma enfermeira alta bonita e sorridente, que mais tarde seria a tão conhecida Dona Ivone Lara.
Minha Missão
João Nogueira - Rio de Janeiro, 12/11/1941 - Rio de Janeiro, 05/06/2000.
Sua Escola de Samba: Portela. Porém em 1984, ajudou a criar a Escola Tradição, formada por um grupo de dissidentes da Portela. Também fundou o bloco Clube do Samba.
Há duas músicas, preferência de quem vos escreve, que são suas pérolas: Espelho e Minha Missão. No próximo post, algo sobre Além do Espelho...
Há duas músicas, preferência de quem vos escreve, que são suas pérolas: Espelho e Minha Missão. No próximo post, algo sobre Além do Espelho...
(2009) João Nogueira - Especial Programa Ensaio
(2001) Um sonho através do espelho
(2000) Ala de Compositores da Portela
(2000) Esquina carioca • (vários)
(1999) Natal de samba • Velas
(1998) Chico Buarque de Mangueira
(1998) Balaio do Sampaio
(1998) João de todos os sambas
(1995) Chico Buarque - letra e música
(1995) Clara Nunes com vida
(1994) Parceria
(1992) Além do espelho
(1988) João
(1986) João Nogueira
(1985) De amor é bom
(1984) Pelas terras do Pau-Brasil
(1984) Partido alto nota 10
(1983) Bem transado
(1982) O homem dos quarenta
(1981) Wilson, Geraldo e Noel
(1980) Na boca do povo
(1979) Clube do Samba
(1978) Vida boêmia
(1978) Os maiores sucessos de João Nogueira
(1977) Espelho
(1975) Vem quem tem
(1974) E lá vou eu
(1972) João Nogueira
24 de janeiro de 2011
Morte e Vida Severina
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| João Cabral de Melo Neto (1920/1999) |
Em 1965, a pedido de então diretor do TUCA, Roberto Freire, Chico musicou alguns poemas de João Cabral de Melo Neto, da obra MORTE E VIDA SEVERINA. Para a montagem da peça, apresentada em 1968, apenas 2 composições são de autoria de Chico (Mulher na janela e Funeral de um lavrador), as outras são os poemas musicados.
Da obra de João Cabral, aqui abaixo a Introdução, que apresenta o personagem, o retirante Severino, ao leitor:
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| cartaz da montagem |
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mais isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem falo
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas
e iguais também porque o sangue,
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
alguns roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.
pra saber mais do poeta
Ah, o amor!
"Amanhã, ninguém sabe
No peito de um cantador
Mais um canto sempre cabe
Eu quero cantar o amor
Eu quero cantar o amor
Antes que o amor acabe."
da canção - "Amanhã ninguém sabe", 1966.
Esperando...
Pedro Pedreiro
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
Pedro pedreiro fica assim pensando
Assim pensando o tempo passa e a gente vai ficando prá trás
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol esperando o trem, esperando aumento desde o ano passado para o mês que vem
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
Pedro pedreiro espera o carnaval
E a sorte grande do bilhete pela federal todo mês
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
Esperando a festa, esperando a sorte
E a mulher de Pedro, esperando um filho prá esperar também
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
Pedro pedreiro tá esperando a morte
Ou esperando o dia de voltar pro Norte
Pedro não sabe mas talvez no fundo espere alguma coisa mais linda que o mundo
Maior do que o mar, mas prá que sonhar se dá o desespero de esperar demais
Pedro pedreiro quer voltar atrás, quer ser pedreiro pobre e nada mais, sem ficar
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
Esperando um filho prá esperar também
Esperando a festa, esperando a sorte, esperando a morte, esperando o Norte
Esperando o dia de esperar ninguém, esperando enfim, nada mais além
Da esperança aflita, bendita, infinita do apito de um trem
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem
Que já vem...
Que já vem
Que já vem
Que já vem
Que já vem
Que já vem
Ainda do primeiro disco, CHICO BUARQUE DE HOLLANDA, essa canção inaugura a experimentação dos texto nas letras de Chico, o estilo de brincar com os fonemas e as metáforas. Além disso, já apresenta sua crítica social, que o acompanharia em toda sua obra.
Curiosidade sobre essa canção:
Chico certa vez deixou de participar de alguns programas populares de televisão e teve problemas com o Chacrinha, apresentador do PROGRAMA DO CHACRINHA, de Rede Globo, pois este teria feito uma piada com a letra da canção Pedro Pedreiro, ao ouvir o ensaio. Irritado, Chico foi embora e nunca se apresentou no programa. Porém tempos depois, na mesma emissora aceitou o convite de fazer ele mesmo um programa de tv, o CHICO E CAETANO.
23 de janeiro de 2011
Influências e Parcerias
Chico iniciou sua carreira em 1965, lançando seu primeiro LP (lembram-se dessa expressão?) em 1966.
São consideradas algumas influências em sua obra, além das inúmeras parcerias:
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| vinícius, tom e chico |
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| ismael silva |
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| edu lobo, chico e gal |
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| paulinho da viola e chico |
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| edu lobo e chico |
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| chico e milton |
Para afinados... Nara Leão
Nara Leão - 19/1/1942 Vitória, ES - 7/6/1989 Rio de Janeiro, RJ
Em breve, mais notas sobre vida & obra da cantora!
Algumas das ótimas canções interpretadas por Nara...
*Morena do Mar
Composição: Dorival Caymmi
Ô morena do mar, oi eu, ô morena do mar
Ô morena do mar,sou eu que acabei de chegar
Ô morena do mar
Eu disse que ia voltar
Ai,eu disse que ia chegar,
Cheguei
Ô morena do mar, oi eu, Ô morena do mar
Ô morena do mar,sou eu que acabei de chegar
Ô morena do mar
Eu disse que ia voltar
Ai,eu disse que ia chegar,
Cheguei
Para te agradar
Ai,eu trouxe os peixinhos do mar
Morena
Para te enfeitar,
Eu trouxe as conchinhas do mar
As estrelas do céu
Morena
E as estrelas do mar
Ai,as pratas e os ouros de Iemanjá
Ai,as pratas e os ouros de Iemanjá
*Pranto De Poeta
Composição: Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito
Em Mangueira quando morre um poeta
todos choram
Vivo Tranquilo em Mangueira por que
sei que alguém há de chorar quando eu morrer
Mas o pranto em Mangueira é tão diferente
é um pranto sem lenço que alegra a gente
Ei de ter um alguém pra chorar por mim
atráves de um pandeiro e de um tamborim
*Acender as Velas
Composição: Zé Kéti
Acender as velas
Já é profissão
Quando não tem samba
Tem desilusão
É mais um coração
Que deixa de bater
Um anjo vai pro céu
Deus me perdoe
Mas vou dizer
O doutor chegou tarde demais
Porque no morro
Não tem automóvel pra subir
Não tem telefone pra chamar
E não tem beleza pra se ver
E a gente morre sem querer morrer
*Recado
Composição: Paulinho da Viola / Casquinha
Leva o recado
a quem me deu tanto desabor
dia que eu vivo bem melhor assim
e que no passado fui
um sofredor
e agora já não sou
o que passou, passou (2x)
Vá dizer à minha ex amada
Que é feliz meu coração
Mas que nas minhas madrugadas
Eu não me esqueço dela não
Leva o recado
a quem me deu tanto desabor
dia que eu vivo bem melhor assim
e que no passado fui
um sofredor
e agora já não sou
o que passou, passou
e agora já não sou
o que passou, passou
e agora já não sou
o que passou, passou
*Malvadeza Durão
Composição: Zé Keti
Mais um malandro fechou o paletó
Eu tive dó, eu tive dó
Quatro velas acesas em cima de uma mesa
E uma subscrição para ser enterrado
Morreu Malvadeza Durão
Valente, mas muito considerado
Céu estrelado, lua prateada
Muitos sambas, grandes batucadas
O morro estava em festa quando alguém caiu
Com a mão no coração, sorriu
Morreu Malvadeza Durão
E o criminoso ninguém viu.
*Olê, Olá
Composição: Chico Buarque
Não chore ainda não
Que eu tenho um violão
E nós vamos cantar
Felicidade aqui
Pode passar e ouvir
E se ela for de samba
Há de querer ficar
Seu padre toca o sino
Que é pra todo mundo saber
Que a noite é criança
Que o samba é menino
Que a dor é tão velha
Que pode morrer
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Quem sabe sambar
Que entre na roda
Que mostre o gingado
Mas muito cuidado
Não vale chorar
Não chore ainda não
Que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga me perdoa
Se eu insisto à toa
Mas a vida é boa
Para quem cantar
Meu pinho, toca forte,
Que é pra todo mundo acordar
Não fale da vida
Nem fale da morte
Tem dó da menina
Não deixa chorar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Quem sabe sambar
Que entre na roda
Que mostre o gingado
Mas muito cuidado
Não vale chorar
Não chore ainda não
Que eu tenho a impressão
Que o samba vem aí
E um samba tão imenso
Que eu ás vezes penso
Que o próprio tempo
Vai parar pra ouvir
Luar, espere um pouco
Que é pro meu samba poder chegar
Eu sei que o violão
Está fraco, está rouco
Mas a minha voz
Não cansou de chamar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Ninguém quer sambar
Não há mais quem cante
Nem há lugar mais lugar
O sol chegou antes
Do samba chegar
Quem passa nem liga
Já vai trabalhar
E você, minha amiga
Já pode chorar
*Maria Joana
Composição: Sidney Miller
Não faz feitiço quem não tem um terreiro
Nem batucada quem não tem um pandeiro
Não vive bem quem nunca teve dinheiro
Nem tem casa pra morar
Não cai na roda quem tem perna bamba
Não é de nada quem não é de samba
Não tem valor quem vive de muamba
Pra não ter que trabalhar
Eu vou procurar um jeito de não padecer
Porque eu não vou deixar a vida sem viver
Mas acontece que a Maria Joana
Acha que é pobre, mas nasceu pra bacana
Mora comigo, mesmo assim não me engana
Ela pensa em me deixar
Já decidiu que vai vencer na vida
Saiu de casa toda colorida
Levou dinheiro pra comprar comida
Mas não sei se vai voltar
Eu vou perguntar: Joana, o que aconteceu?
Dinheiro não faz você mais rica do que eu.
*Ta-Hí (Pra você gostar de mim)
Composição: Joubert de Carvalho
Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim.
Ai meu bem, não faz assim comigo não!
Você tem, você tem que me dar seu coração!
Meu amor, não posso esquecer,
Se dá alegria faz também sofrer.
A minha vida foi sempre assim:
Só chorando as mágoas que não têm fim.
Essa história de gostar de alguém
Já é mania que as pessoas têm.
Se me ajudasse Nosso Senhor,
Eu não pensaria mais no amor.
*Pisa na fulô
Composição: João do Vale, Silveira Júnior e Ernesto Pires
Pisa na fulô, pisa na fulô
Pisa na fulô, não maltrata meu amô
Um dia desse fui dançá lá em Pedreira
Na rua da Golada e gostei da brincadeira
Zé Caxangá era o tocado
Mas só tocava pisa na fulô
Sô Serafim cuchichava a Marvió
Sô capaz de jurá que eu nunca vi forró miól
Inté vovó garrô na mão de vovô
Vão'bora, meu veinho, pisa na fulô
Eu vi menina qui nem tinha doze ano
Agarrá seu par, também sair dançando
Satisfeita e dizendo
Meu amô, ai como é gostoso pisa na fulô
De madrugada Zeca Caxangá
Disse ao dono da casa
Num precisa me pagá
Mas por favô, arranje outro tocadô
Que eu também quero pisa na fulô
Em breve, mais notas sobre vida & obra da cantora!
Algumas das ótimas canções interpretadas por Nara...
*Morena do Mar
Composição: Dorival Caymmi
Ô morena do mar, oi eu, ô morena do mar
Ô morena do mar,sou eu que acabei de chegar
Ô morena do mar
Eu disse que ia voltar
Ai,eu disse que ia chegar,
Cheguei
Ô morena do mar, oi eu, Ô morena do mar
Ô morena do mar,sou eu que acabei de chegar
Ô morena do mar
Eu disse que ia voltar
Ai,eu disse que ia chegar,
Cheguei
Para te agradar
Ai,eu trouxe os peixinhos do mar
Morena
Para te enfeitar,
Eu trouxe as conchinhas do mar
As estrelas do céu
Morena
E as estrelas do mar
Ai,as pratas e os ouros de Iemanjá
Ai,as pratas e os ouros de Iemanjá
*Pranto De Poeta
Composição: Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito
Em Mangueira quando morre um poeta
todos choram
Vivo Tranquilo em Mangueira por que
sei que alguém há de chorar quando eu morrer
Mas o pranto em Mangueira é tão diferente
é um pranto sem lenço que alegra a gente
Ei de ter um alguém pra chorar por mim
atráves de um pandeiro e de um tamborim
*Acender as Velas
Composição: Zé Kéti
Acender as velas
Já é profissão
Quando não tem samba
Tem desilusão
É mais um coração
Que deixa de bater
Um anjo vai pro céu
Deus me perdoe
Mas vou dizer
O doutor chegou tarde demais
Porque no morro
Não tem automóvel pra subir
Não tem telefone pra chamar
E não tem beleza pra se ver
E a gente morre sem querer morrer
*Recado
Composição: Paulinho da Viola / Casquinha
Leva o recado
a quem me deu tanto desabor
dia que eu vivo bem melhor assim
e que no passado fui
um sofredor
e agora já não sou
o que passou, passou (2x)
Vá dizer à minha ex amada
Que é feliz meu coração
Mas que nas minhas madrugadas
Eu não me esqueço dela não
Leva o recado
a quem me deu tanto desabor
dia que eu vivo bem melhor assim
e que no passado fui
um sofredor
e agora já não sou
o que passou, passou
e agora já não sou
o que passou, passou
e agora já não sou
o que passou, passou
*Malvadeza Durão
Composição: Zé Keti
Mais um malandro fechou o paletó
Eu tive dó, eu tive dó
Quatro velas acesas em cima de uma mesa
E uma subscrição para ser enterrado
Morreu Malvadeza Durão
Valente, mas muito considerado
Céu estrelado, lua prateada
Muitos sambas, grandes batucadas
O morro estava em festa quando alguém caiu
Com a mão no coração, sorriu
Morreu Malvadeza Durão
E o criminoso ninguém viu.
*Olê, Olá
Composição: Chico Buarque
Não chore ainda não
Que eu tenho um violão
E nós vamos cantar
Felicidade aqui
Pode passar e ouvir
E se ela for de samba
Há de querer ficar
Seu padre toca o sino
Que é pra todo mundo saber
Que a noite é criança
Que o samba é menino
Que a dor é tão velha
Que pode morrer
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Quem sabe sambar
Que entre na roda
Que mostre o gingado
Mas muito cuidado
Não vale chorar
Não chore ainda não
Que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga me perdoa
Se eu insisto à toa
Mas a vida é boa
Para quem cantar
Meu pinho, toca forte,
Que é pra todo mundo acordar
Não fale da vida
Nem fale da morte
Tem dó da menina
Não deixa chorar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Quem sabe sambar
Que entre na roda
Que mostre o gingado
Mas muito cuidado
Não vale chorar
Não chore ainda não
Que eu tenho a impressão
Que o samba vem aí
E um samba tão imenso
Que eu ás vezes penso
Que o próprio tempo
Vai parar pra ouvir
Luar, espere um pouco
Que é pro meu samba poder chegar
Eu sei que o violão
Está fraco, está rouco
Mas a minha voz
Não cansou de chamar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Ninguém quer sambar
Não há mais quem cante
Nem há lugar mais lugar
O sol chegou antes
Do samba chegar
Quem passa nem liga
Já vai trabalhar
E você, minha amiga
Já pode chorar
*Maria Joana
Composição: Sidney Miller
Não faz feitiço quem não tem um terreiro
Nem batucada quem não tem um pandeiro
Não vive bem quem nunca teve dinheiro
Nem tem casa pra morar
Não cai na roda quem tem perna bamba
Não é de nada quem não é de samba
Não tem valor quem vive de muamba
Pra não ter que trabalhar
Eu vou procurar um jeito de não padecer
Porque eu não vou deixar a vida sem viver
Mas acontece que a Maria Joana
Acha que é pobre, mas nasceu pra bacana
Mora comigo, mesmo assim não me engana
Ela pensa em me deixar
Já decidiu que vai vencer na vida
Saiu de casa toda colorida
Levou dinheiro pra comprar comida
Mas não sei se vai voltar
Eu vou perguntar: Joana, o que aconteceu?
Dinheiro não faz você mais rica do que eu.
*Ta-Hí (Pra você gostar de mim)
Composição: Joubert de Carvalho
Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim.
Ai meu bem, não faz assim comigo não!
Você tem, você tem que me dar seu coração!
Meu amor, não posso esquecer,
Se dá alegria faz também sofrer.
A minha vida foi sempre assim:
Só chorando as mágoas que não têm fim.
Essa história de gostar de alguém
Já é mania que as pessoas têm.
Se me ajudasse Nosso Senhor,
Eu não pensaria mais no amor.
*Pisa na fulô
Composição: João do Vale, Silveira Júnior e Ernesto Pires
Pisa na fulô, pisa na fulô
Pisa na fulô, não maltrata meu amô
Um dia desse fui dançá lá em Pedreira
Na rua da Golada e gostei da brincadeira
Zé Caxangá era o tocado
Mas só tocava pisa na fulô
Sô Serafim cuchichava a Marvió
Sô capaz de jurá que eu nunca vi forró miól
Inté vovó garrô na mão de vovô
Vão'bora, meu veinho, pisa na fulô
Eu vi menina qui nem tinha doze ano
Agarrá seu par, também sair dançando
Satisfeita e dizendo
Meu amô, ai como é gostoso pisa na fulô
De madrugada Zeca Caxangá
Disse ao dono da casa
Num precisa me pagá
Mas por favô, arranje outro tocadô
Que eu também quero pisa na fulô
22 de janeiro de 2011
O samba dengoso
“O samba carioca tem uma forma especial, uma malícia de ritmo que obedece a um sincopado que nada tem a ver com o remelexo do samba baiano”.O remelexo, a que Caymmi se refere, nada mais é do que o "dengo"da Bahia...explicado por ele mesmo:
“Não sei de palavra tão bonita quanto ‘dengo’. Dengo... Denguice... dengosa... Palavras que dizem muita coisa... O sol do Nordeste, aquele calor das tardes pedindo rede e água de coco, pedindo cafuné e dando ao corpo certa moleza gostosa, produz o dengo, que por vezes está apenas no quebranto de um olhar, às vezes na modulação da voz terna, de súbito no gesto, como um convite. Não sei definir certas mulheres senão pelo dengo que possuem”.
Com seu jeito baiano de ser, Caymmi escrevia seus sambas...
O dengo que a nega tem
Dorival Caymmi
Dorival Caymmi
É dengo, é dengo, é dengo, meu bem
É dengo que nega tem
Tem dengo no remelexo, meu bem
Tem dengo no falar também
Quando se diz que no falar tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo tem
Quando se diz que no andar tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo tem
Quando se diz que no sorrir tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo tem
Quando se diz que no sambar tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo tem
É dengo, é dengo, é dengo, meu bem
É dengo que nega tem
Tem dengo no remelexo, meu bem
Tem dengo no falar também
É dengo que nega tem
Tem dengo no remelexo, meu bem
Tem dengo no falar também
Quando se diz que no bulir tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo tem
Quando se diz que no cantar tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo tem
Quando se diz que no olhar tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo tem
É no mexido, é no descanso, é no balanço
É no jeitinho requebrado que essa nega tem
Que todo mundo fica enfeitiçado
E atrás do dengo dessa nega todo mundo vem
O maior parceiro
"Ninguém fez tanta música comigo quanto ele, e ninguém fez tanta música com ele quanto eu", decreta Elton Medeiros sobre Paulinho da Viola
Recomeçar
Elton Medeiros vivia cantando em samba de rodas onde ele era sempre o mais velho, adorava Paulinho 12 anos mais novo, compôs muitas músicas com ele como Recomeçar de 1979. A melodia deles tem um sobe e desce que vai junto com o sentimento que a letra está contando.
O grande marco de 1965 foi o Espetáculo Rosa de Ouro com cinco jovens representantes do "samba de raiz":
- Elton Medeiros
- Paulinho da Viola
- Nelson Sargento
- Anescarzinho do Salgueiro
- Jair do Cavaquinho
- Araci Cortes
- Clementina de Jesus revelada ao público aos 63 anos.
Recomeçar
Do que restou de uma paixão
Voltar de novo à mesma dor sem razão
Guardar no peito a mágoa sem reclamar
Acreditar no Sol da nova manhã
Dizer adeus e renunciar
Vestir a capa de cobrir solidão
Para poder chorar
Somente o tempo faz a gente lembrar
Do sofrimento que não quis perdoar
E todo o mal reprimido
Pode, afinal, nos deixar
A vida tem seu renascer de uma dor
Toda ferida um dia tem que fechar
E quem secou esse pranto
Pode novamente amar
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