Com muito CARNAVAL na cabeça não podia deixar de fuçar samba enredo do Paulinho da Viola, achei o Memória de um Sargento de Milícias, marcante pois a Portela ganhou o Carnaval de 1966 com ele.
Martinho da Vila, que você ouve aí, gravou Memória de um Sargento de Milícias, que levou também o nome do disco em 1971. Eu procurei os créditos, mas não achei o disco que só tem em vinil, mas acho que é o Paulinho e os Quatro Crioulos no coro, não é?
O samba enredo tem 45 versos e recebeu nota máxima dos jurados!
A ala das compositoras tem a moral? rs rs...
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18 de fevereiro de 2011
29 de janeiro de 2011
O Professor e o choro
Paulinho da Viola tinha um pai violonista, porém mandou seu filho ir estudar com um amigo quase vizinho Jacob do Bandolim. Esse foi seu grande mestre na arte dos dedos e cordas, Paulo César se apaixonou pelo choro e as composições, e Jacob admirou a seriedade com que o menino se dedicava ao instrumento.Jacob, fazia parte do conjunto Época de Ouro assim como o pai de Paulinho, fazia saraus em sua casa nos anos 50 e pessoas da política, artes e jornalistas iam ouvir, como Dorival Caymmi, Elizeth Cardoso, Serguei Dorenski, Ataulfo Alves, Paulinho da Viola, Hermínio...
CURIOSIDADE
Uma vez Jacob foi receber um prêmio, quando chegou ao local viu que a plateia era de jovens cabeludos, ele quis desistir da apresentação, seus amigos o convenceram a subir e tocar. E lá foi ele, tocou o choro com que ganhara a medalha e foi aplaudido de pé por aquelas pessoas que ele jamais imaginaria que entendessem e respeitassem sua obra.
DOLENTE
Aqui um vídeo de um programa Ensaio da TV Cultura como apresentador o nosso ilustre Paulinho da Viola, entrevistando Canhoto da Paraíba que toca uma composição de Jacob do Bandolim.O Choro nasceu em meados de 1870 no Rio, falavam que era um jeito brasileiro de tocar as músicas dos europeus xote, valsa e principalmente polca além dos africanos como o lundu.
Fui buscar alguma coisa de Polca pra gente comparar com o choro e descobri que era além de um estilo musical também uma dança, fui ver também sobre o lundu e também é um tipo de dança e essa bem sensual.
Realmente nosso choro veio de uma raiz bem dançante e alegre
POLCA
LUNDU
25 de janeiro de 2011
Coração Vulgar
Acredito que todo mundo se identifica um pouco com essa letra, ela fala de um coração que não sossega e que vive em constante busca da paixão "coração vulgar". O compositor consegue ser racional sobre um amor fracassado, um drama, ele diz na maior sinceridade "o amor que morre é uma ilusão", como quem diz: não se preocupe querida, não era amor de verdade.
Paulinho tem a lucidez de dizer que poucas pessoas sabem o que é amor, enaltecendo o sentimento, julga a pessoa com ânsia de afeto merecedoras de seu sofrimento. E por fim dá seu conselho maior PAZ interior.
Olha que interessante a poesia, ele rima tudo menos o refrão:
Morre mais um amor num coração vulgar
Deixa desilusão pra quem não sabe amar.
E quem não sabe amar tem que sofrer
Porque não poderá compreender
Que o amor que morre é uma ilusão,
E uma ilusão deve morrer
"Que o amor que morre é uma ilusão,
E uma ilusão deve morrer"
Coração Vulgar
Morre mais um amor num coração vulgar
Deixa desilusão pra quem não sabe amar.
E quem não sabe amar tem que sofrer
Porque não poderá compreender
Que o amor que morre é uma ilusão,
E uma ilusão deve morrer
Um verdadeiro amor nunca fenece
E pouca gente ainda o conhece
Meu bem, se o teu amor morreu,
É porque ninguém o entendeu
Deixa o teu coração viver em paz
O teu pecado foi querer amar demais.
CURIOSIDADE
A mãe de Paulinho da Viola se chamava Paula e trabalhava como enfermeira em hospícios, uma de suas colegas era uma enfermeira alta bonita e sorridente, que mais tarde seria a tão conhecida Dona Ivone Lara.
22 de janeiro de 2011
O maior parceiro
"Ninguém fez tanta música comigo quanto ele, e ninguém fez tanta música com ele quanto eu", decreta Elton Medeiros sobre Paulinho da Viola
Recomeçar
Elton Medeiros vivia cantando em samba de rodas onde ele era sempre o mais velho, adorava Paulinho 12 anos mais novo, compôs muitas músicas com ele como Recomeçar de 1979. A melodia deles tem um sobe e desce que vai junto com o sentimento que a letra está contando.
O grande marco de 1965 foi o Espetáculo Rosa de Ouro com cinco jovens representantes do "samba de raiz":
- Elton Medeiros
- Paulinho da Viola
- Nelson Sargento
- Anescarzinho do Salgueiro
- Jair do Cavaquinho
- Araci Cortes
- Clementina de Jesus revelada ao público aos 63 anos.
Recomeçar
Do que restou de uma paixão
Voltar de novo à mesma dor sem razão
Guardar no peito a mágoa sem reclamar
Acreditar no Sol da nova manhã
Dizer adeus e renunciar
Vestir a capa de cobrir solidão
Para poder chorar
Somente o tempo faz a gente lembrar
Do sofrimento que não quis perdoar
E todo o mal reprimido
Pode, afinal, nos deixar
A vida tem seu renascer de uma dor
Toda ferida um dia tem que fechar
E quem secou esse pranto
Pode novamente amar
18 de janeiro de 2011
Entre vaias e aplausos
Lá vai o malandro
A elegância de Paulinho me lembra muito o personagem do Besourinho do Curta 3D.youtube.com/watch?v=tISQhYD78BM. Sempre alinhado de andar calmo, fala mansa e olhar faceiro ele é o angoleiro do samba.
CURIOSIDADE
Uma vez Paulinho foi questionado: qual sua composição preferida? ele respondeu: Sinal Fechado (achei graça por ser uma das poucas músicas dele que não é um samba)
Sinal Fechado (1969) - V Festival da MPB
15 de janeiro de 2011
Paulo César Batista de Faria
Paulinho da Viola nasceu no Rio de Janeiro no bairro de Botafogo dia 12 de Novembro de 1942, e olha aí signo de escorpião como aparenta ser tão calmo?
CURIOSIDADE
Seu pai é violonista integrante do Grupo de Choro Época de Ouro que não se preocupa com modismos e exigências do mercado, fazem música por prazer.
INFLUÊNCIAS
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